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Juros compostos: fórmula, exemplos e o efeito dos aportes mensais

Juros compostos são juros que rendem sobre juros. O rendimento de cada período se soma ao capital e passa a render junto no período seguinte. É esse mecanismo que faz o patrimônio crescer em curva, e não em linha reta.

A fórmula

M = C × (1 + i)t. M é o montante final, C o capital inicial, i a taxa por período e t o número de períodos. Um exemplo: R$ 10.000 a 1% ao mês por 24 meses viram R$ 12.697. São R$ 2.697 de juros, contra R$ 2.400 que os juros simples dariam no mesmo cenário. Quanto maior o prazo, maior essa distância.

O aporte mensal muda a escala

A força real dos juros compostos aparece quando você soma aportes regulares. R$ 300 por mês a 1% ao mês durante 20 anos resultam em cerca de R$ 297 mil, sendo apenas R$ 72 mil de aportes. Mais de 75% do resultado vem dos juros. E o tempo pesa mais que a taxa: começar cedo com pouco costuma superar começar tarde com muito.

Eles também jogam contra você

O mesmo mecanismo que multiplica investimentos multiplica dívidas. O rotativo do cartão de crédito, com taxas que passam de 10% ao mês, dobra uma dívida em poucos meses. Por isso a ordem recomendada é quitar primeiro as dívidas caras e só então investir.

Quer ver a curva do seu dinheiro? Simule valor inicial, aporte e prazo na calculadora de juros compostos e acompanhe o resultado ano a ano. Se quiser revisar a diferença entre os regimes, veja juros simples x compostos.

Conteúdo informativo e educacional. Não constitui recomendação de investimento. Para decisões sobre o seu caso concreto, consulte um contador, advogado ou planejador financeiro.