Regras de aposentadoria do INSS em 2026: pontos, idade e transições
A Reforma da Previdência (EC 103/2019) criou um cronograma que endurece os requisitos de aposentadoria todo ano. Em 2026, duas regras de transição subiram mais um degrau. Conhecer todas as portas de entrada ajuda a pedir o benefício no momento certo, nem antes nem depois do necessário.
Regra de pontos em 2026
A regra soma sua idade com o tempo de contribuição. Em 2026 são exigidos 93 pontos para mulheres e 103 para homens, sempre com o mínimo de 30 anos (mulheres) ou 35 anos (homens) de contribuição. A pontuação sobe 1 ponto por ano até os limites de 100 e 105. A vantagem dessa regra é não ter idade mínima fixa, o que favorece quem começou a trabalhar cedo.
Idade mínima progressiva em 2026
Aqui o tempo de contribuição é fixo (30/35 anos), mas a idade mínima sobe 6 meses por ano. Em 2026 são 59 anos e 6 meses para mulheres e 64 anos e 6 meses para homens. O teto será de 62 anos para mulheres (em 2031) e 65 anos para homens (em 2027).
Regra geral, para quem entrou depois da Reforma
Quem começou a contribuir a partir de novembro de 2019 segue a regra permanente: 62 anos de idade e 15 de contribuição para mulheres, 65 anos e 20 de contribuição para homens. Homens filiados antes da Reforma precisam de apenas 15 anos de contribuição na regra por idade.
Pedágio de 100%
Quem já contribuía antes da Reforma pode optar pelo pedágio: idade mínima de 57 anos (mulheres) ou 60 anos (homens), tempo integral de contribuição e um período adicional igual ao que faltava em 13/11/2019. É a única regra de transição que paga 100% da média salarial, sem redutor. Para quem estava perto de completar o tempo em 2019, costuma ser a mais vantajosa em valor.
Qual regra escolher?
O INSS concede pela regra que você requerer, então vale simular todas antes de decidir. Use a nossa calculadora de aposentadoria para ver quanto tempo falta em cada regra e qual chega primeiro.